| O Príncipe Feliz e Outras Histórias |
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Breve resumo do texto O Príncipe Feliz A imponente estátua do Príncipe Feliz era admirada por todos os habitantes da cidade, com as suas pedras preciosas e a sua cobertura de fino ouro. Numa rigorosa noite de Inverno, uma andorinha sobrevoou a cidade e avistando a estátua considerou que seria um bom local para passar a noite. Porém, logo que se preparava para adormecer, caiu-lhe uma gota de água em cima. Decidiu, então, sair dali para procurar outro sítio mais abrigado mas deteve-se ao reparar que não estava a chover, era a estátua que estava a chorar… A estátua explicou-lhe que quando era humano não conhecia a tristeza, nem as lágrimas e por isso chamaram-lhe o Príncipe Feliz. Mas quando morreu, colocaram-no no cimo daquela alta coluna. Dali o Príncipe Feliz conseguia ver toda a tristeza e toda a miséria da cidade e por isso não parava de chorar. A estátua pediu à andorinha para retirar as suas pedras preciosas e a sua camada de ouro e distribuísse pelos mais necessitados. Mas, depois de algum tempo, a pequena andorinha, que já não aguentava o frio Inverno, acabou por morrer, aos pés do Príncipe Feliz, declarando o seu amor. Vendo a sua amada morta, o coração de bronze da estátua partiu… Na manhã seguinte, o Presidente da Câmara passou por lá e vendo o estado deplorável em que a estátua se encontrava mandou fundi-la. Mas não conseguiram fundir o coração e acabaram por deitá-lo fora, atirando-o para a mesma lixeira onde se encontrava o corpo da andorinha. Breve resumo do texto O Rouxinol e a Rosa Era uma vez um pobre estudante que por uma única rosa vermelha poderia dançar com a sua amada. O problema era que ele não tinha rosas vermelhas no jardim e, por isso, lamentava-se. O Rouxinol, com pena do jovem, voou em direcção à roseira do bosque. Mas as suas rosas eram brancas. Voou então para a roseira que crescia debaixo da janela do estudante. As suas rosas eram vermelhas, sim, mas naquele ano não iria dar flor por causa do rigoroso Inverno. Mas, o Rouxinol tanto lhe implorou que a roseira confessou que havia uma maneira: o Rouxinol tinha de cantar toda a noite com um espinho cravado no coração. E assim aconteceu. Ao acordar, o jovem estudante olhou pela janela e encontrou a mais bela rosa vermelha que já tinha visto. Ao lado da roseira encontrava-se um rouxinol morto a que ele não ligou. Encantado com a sua sorte, foi até à casa da sua amada. Mas ela disse-lhe que já não dançaria com ele, pois o sobrinho do Camareiro lhe tinha oferecido jóias verdadeiras. Furioso, o estudante atirou a rosa para a rua, onde foi esmagada pela roda de uma carroça. Breve resumo do texto O Gigante Egoísta Todas as tardes, as crianças iam brincar para o jardim do Gigante, mas um dia o Gigante voltou, depois de uma longa viagem, e expulsou-as do seu território. Como já não havia crianças, o jardim tornou-se feio e despojado de alegria. A Primavera não chegou, ficando o Inverno a ocupar aquele local, outrora o mais belo jamais visto. Um dia, quando o Gigante acordou, ouviu uma linda melodia de rouxinol, que lhe indicou que a Primavera havia finalmente chegado. Mas, qual foi o seu espanto, quando viu em cada ramo de cada árvore do seu jardim, uma criança. Ao ver aquela cena tão encantadora, comoveu-se. Porém, ao verem o Gigante, as crianças fugiram de medo. Apenas um menino, que não conseguia subir a árvore e ficou alheio a tudo o que se passava, não foi embora. O Gigante, com pena, apressou-se a ajudá-lo a subir. As crianças, ao verem que ele tinha mudado, voltaram para trás. E todos os dias que se seguiram ali iam brincar. O Gigante gostava muito de todas elas, mas nutria um carinho especial por aquele que tinha ajudado a subir a árvore, mas ele nunca mais tinha voltado ao Jardim… Porém, numa tarde de Inverno, um Gigante já idoso olhou pela janela e encontrou-o, mas com marcas de dois cravos nas mãos e nos pés… A criança disse: – Uma vez deixaste-me brincar no teu jardim, hoje virás comigo ao meu jardim, que é o Paraíso. Directrizes para a concepção do espectáculo Pretende-se um espectáculo interpretado por uma actriz, um actor e com a presença de um músico ao vivo. A encenação fará uso de um espaço cénico despojado: intimista. A presença de materiais cénicos – adereços, cenografia mínima – servirá sempre uma leitura suportada pelo universo sugerido pelo texto. O espectáculo iniciará com um enquadramento plástico, visível sobretudo nos figurinos, devendo depois evoluir para um conjunto de sinais contemporâneos, também presente nos figurinos, e ainda nos restantes materiais de cena ou a ela envolvente: adereços e material multimédia. A luz constituirá um quadro fortemente expressivo, de natureza cinematográfica, isto é, amarrando os intérpretes a espaços dramaturgicamente comunicantes. O espectáculo terá uma duração de 50 a 60 miutos. Ficha técnica e artística Texto Oscar Wilde | Adaptação e direcção Mário Trigo | Interpretação Carla Dias, Mário Trigo | Música ao vivo Samuel Matias | Assistência e Luz Fábio Ventura | Espaço cénico e figurinos João Frazão | Concepção gráfica e design Jorge Albuquerque | Produção executiva Fábio Ventura Espectáculo a aguardar classificação (M/6) | Duração: 50 minutos aprox.
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